E aí, o quão deprimido você está?

O seu consumo de Instagram e outras redes sociais está deteriorando sua saúde mental.

O uso contínuo de redes sociais contribui diretamente para o aumento da ansiedade, depressão, piora na qualidade do sono e deterioração da saúde mental das pessoas.

Além desses dados alarmantes, o volume de falsidade que passa na sua timeline (e vida) todos os dias cresce ao ponto de, por exemplo, 8 de 9 influenciadores fitness darem dicas pouco confiáveis (ou profundamente questionáveis) sobre saúde, segundo estudo da Universidade de Glasgow.

Seja no LinkedIn, a rede social mais chata e repleta de lacradores corporativos do momento, seja no Twitter, a rede onde as pessoas soltam seus piores demônios, seja no Instagram, onde o mundo de todos é perfeito ou até mesmo no morto-vivo Facebook, onde só a sua tia continua postando fotos de bom dia, o bombardeio do “curso que vai mudar a sua vida (agora vai!)”, dos “rolês perfeitos” e da “vida do arco-íris mágico” é incansável e isso provavelmente está te fazendo bastante mal.

Ok, mas como vencer essa batalha? Como não ser tão mal influenciado por esse monte de “falsianes”? Como não deixar de ser eu mesmo em meio a isso tudo?

Bom, é justamente sobre esses “comos” que eu quero te convidar a refletir.


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Ampliando os números alarmantes

Várias pesquisas mostram os muitos males que as redes sociais são capazes de acometer contra nossas vidas. Assim como qualquer vício, não percebemos os desdobramentos dessa nocividade.

Entre os jovens, indicadores de depressão saltaram 33% entre 2010 e 2015. No mesmo período, a taxa de suicídio no mesmo grupo, mas de mulheres, saltou assustadores 65%.

O aumento dos sintomas depressivos estão correlacionados com a adoção dos smartphones e seus respectivos períodos, inclusive se comparados ano a ano, segundo o autor deste estudo da State University de San Diego.

Ansiedade e Depressão: Uma pesquisa sugere que jovens que são heavy users de redes sociais, ou seja, mais de duas horas diárias somadas em sites como Facebook, Twitter, Instagram e afins, são mais propensos a apresentar saúde mental precária, incluindo angústia mental e outros sintomas de ansiedade e depressão.

Sono: O sono e a saúde mental estão intimamente conectados. Saúde mental precária pode culminar em uma baixa qualidade do sono, que por sua vez pode desencadear outros estados de precariedade da saúde mental. Problemas com o sono estão relacionados a problemas físicos e mentais em adultos, incluindo pressão alta, diabetes, obesidade, taquicardia, AVC e depressão.

FOMO (Fear Of Missing Out): FOMO é caracterizado pela necessidade de estar constantemente conectado com aquilo que outras pessoas estão fazendo para não perder nenhum momento. FOMO está associado com baixa auto estima e baixa satisfação com a vida.

Movimento de Manada: Nós aprendemos novos hábitos copiando a prática que vemos outras pessoas fazerem. Quando vemos várias pessoas fazendo a mesma coisa, entendemos que, provavelmente, fazer o mesmo é o certo a fazer. Porém, quando ficamos excessivamente imersos nas redes sociais, tendemos a copiar o comportamento daquelas pessoas as quais seguimos e, partindo do princípio que muito do que vemos é apenas um verniz bonito e ao menos minimamente questionável, passamos a sujeitar nosso aprendizado a uma montanha de coisas e ações pouco críveis, viáveis ou até mesmo sustentáveis, danificando nossa saúde em vários âmbitos diferentes.

Leia mais sobre redes sociais e depressão aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

O que eu tenho buscado fazer para contornar os problemas causados pelas redes sociais e afins

  • Não me importar se estão falando mal de mim. Como dizem por aí, não existe publicidade negativa e sim a maneira com a qual você lida com essa publicidade;

  • Não estou preocupado em agradar a todos. Isso é impossível e meu foco é sempre fazer o que for necessário e não o que agrade fulano e ciclano;

  • Parei de tomar decisões baseadas nas opiniões medíocres e superficiais dos outros. Eu acabava, em muitos momentos, completamente refém das opiniões superficiais, prematuras e sem qualquer embasamento mínimo que algum curioso de plantão aparecia para dar. Eu ouço pessoas de confiança, estudo, mas a decisão é minha, afinal de contas eu quem lidará com as consequências dela;

  • Eu não sou perfeito e aceito isso não tendo qualquer compromisso com meus erros. Pelo contrário, busco consertá-los diligentemente;

  • O mundo e a vida não vão parar por minha causa. Então eu também não posso parar. Levanto a cabeça e sigo em frente enquanto um novo amanhecer surgir sobre mim.

Além dessas disposições mentais, também tenho feito outras coisas mais práticas, como:

  • Diminui o uso do computador em casa (2 ou 3 vezes na semana eu deixo ele no escritório) e tento, constantemente, diminuir o uso do smartphone;

  • Desinstalei Facebook, Twitter e Telegram do meu telefone e escondi o app do Whatsapp (fica mais difícil ver se tem notificações – aquela bolinha vermelha);

  • Comprei um Apple Watch (para correr) e “graças a ele” diminui o uso do meu smartphone em mais de 1 hora diária;

  • Comecei a me exercitar regularmente. Ano passado corri 1.000 quilômetros e esse ano já foram 350km.

Fazendo (ou buscando alcançar) os itens que citei aqui em cima me levaram para a melhor qualidade de vida que eu tenho memória.

Alcancei também os melhores resultados de trabalho, uma qualidade de vida muito maior com minha família e uma satisfação substancialmente maior comigo mesmo como eu não experimentava há muitos anos.

Nada disso é receita e eu não estou aqui para ser seu guru ou influenciador “fitness”. Eu apenas achei justo compartilhar os dados alarmantes e o que eu tenho feito para combatê-los na minha realidade particular.

Cada um de nós precisa encontrar os mecanismos para encontrar o nosso próprio equilíbrio. Minha expectativa é que minha experiência possa ajudar você a encontrar o seu.


Eu errei com força, com sobra e de forma retumbante. Entenda:

Eu escrevi uma newsletter muito animado com a evolução do Brasil e como temos nos aproximado do Vale do Silício.

Bem, eu estou absolutamente equivocado em praticamente todo e qualquer sentido e essa leitura que vou indicar comprova isso de inúmeras formas.

Ok, torcer pelo Brasil, querer que ele esteja despontando é uma coisa. Os fatos, outra.

Vale ressaltar que eu ainda acredito que hoje, devido a tecnologia, qualquer time brasileiro é capaz de produzir um produto global de ponta.

Fora esse aspecto específico, te convido a essa leitura que vai te surpreender muito (ou não tanto quanto me surpreendeu).

Ler o texto que me fez cair na real »


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Feedbacks?

Queria saber a sua opinião sobre esse formato de e-mails. É só responder esse e-mail que eu recebo suas palavras diretamente. Sinceridade total, ok?

Matt Montenegro