Não me abra e não me leia

...a menos que você não queria conhecer uma boa história para o início de mais uma semana!

Meu desejo é que essa leitura te valha cada palavra 🙃

Deixa eu me re-apresentar, coisa rápida

Eu não sou mais aquele Matt.

Já se passaram quase cinco anos desde a criação do Blog VDS e eu não sou mais aquele tipo de troublemaker.

Ficando comigo nesse e nos próximos e-mails (um por semana, toda segunda), espero impactar você com essa boa (espero eu) mudança.

PS: Nesse interim, vendi uma de minhas startups. Um exit humilde, mas… um exit. Semana que vem falamos disso.

O motivo de parar e de voltar a ativa agora

No final de 2016 eu saturei.

Apesar de fazer 25.000 visitas mensais no blog em seu auge, me senti super esgotado.

Acabou que tudo se tornou teoria da conspiração.

Eu me vi doente pelo “quanto pior, melhor”, ávido pela próxima grande polêmica ou pelo próximo empreendedor que eu lincharia publicamente.

Apesar de falar boas e necessárias verdades, muito do que orbitava essas importantes colocações era excessivamente ácido, agressivo e desnecessário.

Por causa disso, a mensagem central acabava muito enfraquecida e o objetivo do texto, em grande parte, se perdia.

Após refletir sobre isso e tantas outras coisas, decidi corrigir esses erros (e outras coisinhas).

Por isso estou de volta!

Construa, não destrua

No auge das minhas decepções com ecossistema e um par de empreendedores, esbarrei com João Pedro e Mateus, fundadores da Hotmart num meetup do SPV (saudades dos velhos tempos).

Depois de “vomitar umas toneladas de xorume” em cima deles (vulgo desabafo), eles me contaram um par de desventuras que eles mesmos viveram, como foi muito difícil dar a volta por cima e o quanto isso demorou acontecer.

No final da conversa, eles citaram Clarice Linspector* pra mim:

Foque sua energia em construir coisas, não em destruir.

Que tapa na cara de deixar dedos em relevo.

Trôpego, voltei pra casa e entendi que era hora de parar de apreciar o mundo queimar até o pó e virar a chave para justamente o contrário.

A ficha foi caindo aos poucos e a mudança foi ocorrendo lentamente.

O desafio da mudança não é trivial. Ele é permanente e diário.

Um pouquinho de contexto (pode pular esse pedaço se quiser)

Desse dia que conversei com os meninos da Hotmart até decidir vender meus dois negócios (Beved e Aio) e começar um novo (a VidMonsters), passei por várias experiências.

Vou citar uma só, pode ser?

Por três anos, trabalhei na pasta de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais.

O desafio era construir coisas. Projetos. Impactar vidas.

Durante esse tempo, estive transversalmente envolvido em projetos como:

  • Meu Primeiro Negócio, programa de educação empreendedora que impactou mais de 20.000 jovens do ensino médio,

  • Startup Universitário, com impacto direto em aproximadamente 100 universidades,

  • SEED, aceleradora de startups de MG por onde passaram mais de 100 startups,

  • da FINIT, maior feira de tecnologia da América Latina que impactou, somadas suas três edições, mais de 150.000 pessoas e

  • Hub Minas Digital, iniciativa que educa e insere grandes empresas a transformação digital além de conectá-las a startups.

Fora isso, junto ao time da Secretaria, atuei no apoio a diversos programas que contribuíram diretamente para o protagonismo de Minas Gerais no fomento do empreendedorismo tecnológico como Lemonade, Fiemg Lab, Biostartup Lab, 1º SanPedroValley (SPV) Summit, dentre inúmeras outras ações.

Construir, não destruir.

Se me permite, tome esses “2 Cents” pra você

Seja muito mais criterioso com o que eu falo.

Nunca se inspire nas minhas polêmicas.

Faça um favor a si mesmo e aprenda com meus muitos erros.

Construa coisas. Deixe um legado sólido e perene.

Impacte “construtivamente” quem está ao seu redor.

Essa vida nós vivemos só uma vez.

Por isso, se formos minimamente normais, perceberemos que não vale gastar nenhum segundinho dela destruindo coisas ao invés de construir.

Nos vemos semana que vem!

Matt

PS: Se você tiver curtido essa humilde mensagem, compartilhe com seus coleguinhas, porfa :)

*A frase não é da Clarice Linspector, isso foi só uma piadinha de tiozão